Combater as mudanças climáticas é uma prioridade para todos

Combater as mudanças climáticas é uma prioridade para todos

No último mês de janeiro aconteceu a mais recente reunião do Fórum Econômico Mundial e, pela primeira vez nos 15 anos desse encontro, o debate foi dominado pela crise climática que nosso planeta vive. Os especialistas agora apontam as mudanças ambientais estão ligadas a todos os principais riscos de longo a médio prazo para o nosso planeta. Nas ocasiões anteriores esses riscos estavam ligados apenas a crises financeiras.  

De acordo com o Relatório de Riscos Globais 2020, só os desastres naturais de 2018 custaram US$ 168 bilhões. Esse valor só deve aumentar graças à crescente instabilidade do clima, causando mais eventos naturais extremos, novos desastres ambientais causados pelo homem, como os de Mariana e Brumadinho, e a perda de biodiversidade e esgotamento de recursos. Tudo isso potencializado se continuarmos falhando no combate às alterações climáticas.  

Os cientistas que estudam esse fenômeno já alertam para datas importantes para evitar que as mudanças sejam irreversíveis. Precisamos que as emissões de gases do efeito estufa por parte das indústrias seja reduzida em pelo menos 50% até 2030 e que as emissões sejam próximas de zero em 2050. 

As empresas, obviamente, não estão imunes a essa questão. Estima-se que as 200 maiores empresas do mundo tenham um custo de mais de um US$ 1 trilhão com as mudanças climáticas. As mudanças são necessárias pelo bem geral de todos, para evitar os prejuízos e também por que a transição para uma produção mais limpa também oferece oportunidades de negócios.

Acima de qualquer previsão ou transição, precisamos de transformações intensas em todos os aspectos da sociedade. Políticos e as grandes empresas, independente de nacionalidade ou visão de mundo, precisam dar a devida urgência e prioridade ao assunto. Cada um de nós pode e deve mudar nossos hábitos para sermos mais sustentáveis, mas sem mudanças estruturais sérias e rápidas não conseguiremos conter as alterações em nosso planeta. 

Fonte: Nexo Jornal

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